Terceira idade e cuidados necessários para prevenir doenças bucais

Chegar à terceira idade com saúde, disposição e independência é o objetivo de muitos brasileiros. Principalmente levando em consideração que, segundo estimativas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2060 a população idosa representará mais de 25% do total populacional.

Terceira idade

Deste modo, cuidar da saúde bucal é primordial para alcançar esse propósito, pois a cavidade oral interfere na alimentação, respiração e na fala.

Mais ainda, os danos a esses tecidos podem levar a problemas sociais e emocionais, que afetam toda a qualidade de vida dos pacientes.

Assim, a atenção com a integridade dental deve ser ainda mais reforçada com o passar dos anos, especialmente porque essas estruturas ficam mais sujeitas às ações bacterianas e aos males causados pela higienização inadequada.

Por isso, além da realização de manutenções cosméticas – como o clareamento dental –, é preciso levar em consideração os tipos de enfermidades que podem atacar a integridade oral e quais são as formas de evitá-las, garantindo a saúde dos dentes e de todo o organismo.

As doenças bucais que mais afetam a terceira idade


A perda dentária pode ser derivada de uma série de problemas bucais que acometem pacientes de diferentes idades. Contudo, as pessoas mais velhas tendem a apresentar problemas específicos com maior frequência.

Assim, é fundamental manter a atenção para impedir essas ocorrências e para procurar ajuda antes que sejam desenvolvidos agravamentos que comprometam a saúde geral.

Cárie de raiz


A cárie radicular, ou cárie de raiz, é uma versão um pouco mais grave dessa infecção bacteriana, devido à proximidade das lesões com os nervos dentários.

Ainda que exista tratamento para essa condição, por se localizar abaixo da linha da gengiva, o tratamento pode ser dificultado.

Quando não tratada adequadamente, esses microrganismos podem provocar o surgimento de abscessos, necrose pulpar, a perda total do dente e a infecção da corrente sanguínea.

Periodontias


As inflamações gengivais, como a gengivite e a periodontia, são uma ameaça não apenas para o sucesso de procedimentos odontológicos, como o implante dentario, mas para a saúde geral dos pacientes.

Essa doença compromete o tecido gengival e, em casos mais agravados, causa a destruição permanente das estruturas de sustentação dental, como os ossos e nervos maxilares.

Além disso, essas bactérias também podem infectar o sistema circulatório e espalhar os microrganismos para diversos órgãos.

Essa infecção generalizada pode ser a origem de:

  • Doenças cardiovasculares;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Aumento na incidência de enfermidades respiratórias;
  • Infecção do tecido uterino;
  • Acometimento de artrite, entre outros.

Xerostomia


Outra condição que acomete com maior frequência os pacientes com mais idade é a xerostomia – também conhecida como a sensação de boca seca. Ela acontece devido a problemas durante o processo de produção salivar.

Isso pode ser decorrente de doenças sistêmicas, como a diabetes, ou devido ao uso de medicamentos de controle e a desidratação do organismo.

A saliva é uma barreira de proteção dental extremamente importante e, sem ela, toda a cavidade oral fica mais exposta a doenças. Além disso. o ph bucal também fica mais ácido e isso cria um ambiente mais favorável para o desenvolvimento bacteriano.

Câncer bucal


O câncer de boca pode aparecer em qualquer tecido bucal e é mais comum em homens com mais de 40 anos, fumantes e que costumam ingerir bebidas alcoólicas com constância.

No entanto, ela também pode afetar mulheres e pessoas mais jovens (ainda que seja menos comum).

Neste caso, o tratamento deve ser feito por meio de cirurgias, quimioterapia e/ou radioterapia. As probabilidades de sucesso são maiores quando o problema é diagnosticado prematuramente.

Como tratar e prevenir essas ocorrências?


O tratamento dessas condições varia de acordo com as suas origens e podem incluir restaurações, cirurgias locais, limpezas profundas e até a aplicação de vernizes de flúor que ajudam no combate da sensibilidade e a exposição das raízes dentárias.

No entanto, a prevenção é o melhor remédio para evitar o surgimento desses quadros que podem comprometer a integridade dental e a saúde do corpo, como um todo.

A melhor forma de impedir essas ocorrências é por meio da higienização bucal adequada, as visitas recorrentes com o dentista e a melhora na hidratação.

A escovação dos dentes, do aparelho dental invisivel e das próteses dentárias, ao menos, três vezes ao dia, também é fundamental para manter a saúde das estruturas orais e garantir o controle da reprodução bacteriana.

O uso diário do fio dental e a escolha de materiais de higiene adequados também é imprescindível para todos os pacientes, principalmente os que possuem problemas com xerostomia e diabetes.

A escovação do aparelho invisivel deve ser feita diariamente para evitar o acúmulo de placas bacterianas que podem prejudicar os dentes, na superfície do acessório.

Além de todos esses cuidados, a visita regular com o dentista para a realização de limpezas profundas periódicas, exames de rotina e até mesmo a realização de tratamentos embelezadores, como a aplicação da lente de contato dental, é crucial para manter o paciente livre de qualquer patologia.

Por isso, é recomendado que todos os pacientes compareçam a essas consultas uma vez a cada seis meses ou, em caso de pessoas com doenças sistêmicas mais graves, uma vez a cada quatro meses.

Conteúdo desenvolvido pela equipe do Conviva Melhor, blog criado com o intuito de melhorar a saúde e o bem-estar por meio de conteúdos que reforçam a importância dos cuidados regulares.
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