O avanço do retrofit no mercado imobiliário brasileiro começa a redesenhar o cenário de regiões corporativas consolidadas em cidades como São Paulo. Em vez de apostar exclusivamente em novos empreendimentos, empresas do setor passaram a direcionar investimentos para a recuperação e modernização de edifícios já existentes, em um movimento que combina eficiência urbana, redução de custo estrutural e reposicionamento comercial.
O tema ganhou relevância principalmente após a pandemia, quando mudanças no modelo de trabalho aumentaram a vacância de prédios corporativos antigos e elevaram a exigência das empresas por imóveis mais eficientes, tecnológicos e conectados a serviços urbanos. Dados do mercado imobiliário apontam que a taxa de vacância em determinadas regiões corporativas da capital paulista chegou a superar 20% nos últimos anos, pressionando proprietários a reposicionar ativos para manter competitividade.
Ao mesmo tempo, o setor de retrofit vem registrando crescimento acelerado. Segundo estimativas do mercado imobiliário, os investimentos em requalificação urbana e retrofit já movimentam bilhões de reais por ano no Brasil, impulsionados principalmente pela busca por ativos localizados em regiões com infraestrutura consolidada e alto potencial de valorização territorial.
A lógica por trás desse movimento é simples: em grandes centros urbanos, boa parte dos ativos mais estratégicos já está construída. O desafio passou a ser transformar edifícios considerados obsoletos em empreendimentos compatíveis com as novas exigências corporativas e urbanas.
Entre as empresas que vêm ampliando presença nesse segmento está a EQR, companhia focada em aquisição estratégica, retrofit e transformação de ativos reais. Um dos principais exemplos da atuação da empresa é o EQR Tower, edifício localizado em Alphaville, em Barueri, uma das regiões empresariais mais relevantes do país, onde circulam diariamente milhares de profissionais e empresas de diferentes setores.
O empreendimento passou por um processo de modernização estrutural e reposicionamento operacional com foco em atualização arquitetônica, eficiência e nova dinâmica de ocupação corporativa. A proposta da companhia é transformar ativos subutilizados em plataformas mais alinhadas às demandas contemporâneas do mercado imobiliário.
Segundo Carlos Henrique Nunes dos Santos, fundador e CEO da EQR, o retrofit deixou de ser apenas uma tendência para se tornar uma necessidade do setor. “As cidades cresceram, os hábitos mudaram e o mercado corporativo exige hoje uma nova lógica de ocupação. O retrofit permite acelerar a recuperação de ativos em regiões estratégicas sem depender da expansão urbana tradicional”, afirma.
Além da valorização imobiliária, o modelo também é apontado por especialistas como uma alternativa de menor impacto urbano, já que reutiliza estruturas existentes e reduz etapas de construção pesada. Em mercados internacionais, cidades como Nova York, Londres e Miami já consolidaram o retrofit como peça central da renovação imobiliária de áreas corporativas e históricas.
No Brasil, a expectativa do setor é que o movimento continue crescendo nos próximos anos, especialmente em regiões empresariais consolidadas como Faria Lima, Berrini, Chucri Zaidan e Alphaville, onde há estoque relevante de prédios com potencial de requalificação.
A EQR atua na transformação de ativos reais através de aquisição estratégica, retrofit, requalificação e desenvolvimento imobiliário. A companhia desenvolve projetos voltados ao reposicionamento de imóveis corporativos e urbanos com foco em eficiência operacional, ocupação e valorização territorial.
