Se você ou alguém próximo sofreu uma lesão no ombro ou no braço e está com dúvidas sobre direitos, este texto é para você.
Muitas pessoas se perguntam se lesão do plexo braquial é deficiência e o que isso significa na prática. A resposta depende de como a lesão afeta a função do membro e da documentação clínica.
Vou explicar de forma direta como os profissionais avaliam essa condição, quais critérios costumam ser considerados, e os passos práticos para pedir uma avaliação oficial.
O que é a lesão do plexo braquial?
O plexo braquial é um conjunto de nervos que controla os movimentos e a sensibilidade do ombro, braço e mão. Quando esses nervos são feridos, a pessoa pode perder força, coordenação ou sensibilidade.
Como destaca um médico reconhecido em tratamentos para lesões do plexo braquial em Goiânia, a lesão pode ocorrer por trauma, como acidente de trânsito, queda, ou por estiramento durante o parto.
Também pode resultar de tumores, infecções ou cirurgias que afetem os nervos.
Quando lesão do plexo braquial é deficiência?
Nem toda lesão do plexo braquial é automaticamente considerada deficiência. O critério central é o impacto funcional.
Se a perda de movimento ou sensibilidade limita atividades diárias e a participação social, a condição pode ser reconhecida como deficiência.
Por exemplo, uma pessoa que não consegue levantar o braço para vestir-se, dirigir ou trabalhar com as mãos pode ser enquadrada como pessoa com deficiência.
Já uma lesão leve, com recuperação total, provavelmente não será considerada deficiência.
Como funciona a avaliação médica oficial
A avaliação busca documentar a extensão da lesão e seu efeito nas atividades. Vários profissionais participam, como neurologista, ortopedista e fisioterapeuta.
Em geral, o processo segue etapas claras. Veja a sequência que costuma ser adotada:
- Documentação médica: Reunir laudos, exames de imagem e eletroneuromiografia.
- Avaliação funcional: Testes de força, sensibilidade e amplitude de movimento.
- Relatório multiprofissional: Descrição das limitações nas atividades diárias.
- Decisão administrativa ou pericial: Órgão responsável avalia e determina o enquadramento.
Para critérios e procedimentos específicos, consulte fontes oficiais. Veja o site do INSS para informações sobre perícia e benefícios.
Critérios que costumam ser considerados
A avaliação geralmente leva em conta:
- Grau de comprometimento: Se há paralisia total ou parcial do membro.
- Recuperação esperada: Se a lesão é estável, melhorando ou progressiva.
- Limitações nas atividades: Impacto no trabalho, autocuidado e mobilidade.
- Resultados de exames: Eletromiografia e imagem confirmando lesão nervosa.
Quando esses itens mostram limitação significativa e persistente, a chance de reconhecer que lesão do plexo braquial é deficiência aumenta.
Exemplo prático
Maria sofreu um acidente e teve lesão do plexo braquial com perda de força na mão dominante. Mesmo após fisioterapia, não recuperou a habilidade de segurar objetos finos.
Ela juntou laudos, exames e um relatório de fisioterapia que mostrou limitação nas atividades de trabalho.
Na perícia, o médico registrou incapacidade parcial persistente. Com isso, Maria conseguiu o reconhecimento administrativo da deficiência e acesso a reabilitação assistida.
Direitos e possibilidades após o reconhecimento
Reconhecer que lesão do plexo braquial é deficiência abre portas para direitos que podem incluir:
- Acesso a reabilitação especializada: Programas do SUS ou serviços conveniados.
- Benefícios previdenciários: Auxílio por incapacidade temporária ou aposentadoria por invalidez, quando cabível.
- Adaptações no trabalho: Mudança de função, redução de jornada ou recursos ergonômicos.
- Isenções fiscais: Em alguns casos, acesso a isenções e direitos sociais.
Como preparar um pedido de avaliação
Organizar a documentação facilita o processo. Siga estes passos práticos:
- Reúna laudos: Neurologia, ortopedia e relatórios cirúrgicos.
- Faça exames atualizados: Eletroneuromiografia e imagens, se possível.
- Relatório funcional: Fisioterapeuta descrevendo atividades prejudicadas.
- Documente limitações: Exemplos reais de tarefas que não consegue fazer.
- Solicite perícia: Agende avaliação no órgão responsável ou por via judicial, se necessário.
Perguntas frequentes
A lesão sempre melhora com o tempo?
Algumas lesões melhoram parcialmente, outras ficam com sequelas permanentes. A recuperação depende do tipo e da gravidade do dano nervoso.
Preciso de advogado para pedir reconhecimento?
Nem sempre. Muitas pessoas conseguem pelo caminho administrativo. Mas, se houver negativa e você acreditar que tem direito, um advogado especializado pode ajudar.
Quanto tempo leva a avaliação?
O tempo varia. A perícia pode ser rápida, mas obter todos os documentos e relatórios pode levar semanas ou meses.
Cuidados práticos enquanto busca avaliação
Registre limitações no dia a dia. Fotos e vídeos que mostram a dificuldade em executar tarefas ajudam a ilustrar o impacto.
Mantenha as consultas e tratamentos em dia. Relatórios atualizados mostram o acompanhamento e a persistência do problema.
Para concluir, saber se lesão do plexo braquial é deficiência passa por comprovar impacto funcional e apresentar documentação consistente.
Se a lesão limita rotinas e trabalho, procure avaliação médica e siga os passos práticos descritos aqui. Comece reunindo os exames e relatórios e agende a perícia para avançar com seus direitos.
